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DVR x NVR – Qual a diferença?

DVR x NVR - Qual a diferença entre esses sistemas de CFTV?

Você sabe qual a diferença entre DVR e NVR?

Apesar de ambos serem sistemas responsáveis pela gravação de vídeo, há diferenças significativas entre eles. Abaixo explicamos um pouco sobre cada um, assim se você estiver pensando em ter um sistema de CFTV, irá saber qual se adequa melhor as suas necessidades.

DVR

DVR (Digital Video Recorder) que tem como tradução “Gravador de Video Digital”, é um sistema analógico, onde as câmeras são conectadas no DVR através de cabos coaxiais, onde equipamento recebe e decodifica as imagens, transformando-as em imagens digitais. Sobre as câmeras analógicas, as mesmas possuem um custo mais baixo, porque não possuem hardware para transformar as imagens em dados (deixando esse serviço para o DVR, como mencionamos acima), e não oferecem muitos recursos, além de possuir também uma qualidade de imagem inferior, se comparado à câmeras IP. Sabendo a quantidade de câmeras que serão instaladas, você pode encontrar modelos de DVR de até 32 canais.

NVR

NVR (Network Video Recorder) que tem como tradução “Gravador de Vídeo em Rede”, é um sistema digital, onde é utilizado câmeras IP que capturam, codificam e processam as gravações diretamente no formato de dados antes de transmiti-las para o sistema de armazenamento. Após converter as imagens capturadas, a câmera pode enviar essas informações através de cabos ethernet, sistemas de comunicação sem fio ou fibra óptica para o gravador NVR; As câmeras utilizadas possuem mais recursos, como o gerenciamento da mesma através de acesso pelo IP, e uma qualidade de imagem superior. O sistema NVR também permite que você visualize e monitore as imagens a partir de dispositivos móveis.


Apesar da breve explicação que demos sobre o funcionamento de um DVR e NVR e sobre suas principais diferenças, foi possível ter uma noção básica de cada sistema e entender melhor sobre suas caracteristicas. Agora que você já sabe, qual se adequaria melhor em seu estabelecimento?

Proteção Perimetral

Proteção Perimetral - A necessidade de proteger sua propriedade!

O primeiro que, ao cercar um terreno, teve a audácia de dizer “isto é meu” e encontrou gente bastante simples para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil.” (Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, escrito em 1754 por Jean-Jacques Rousseau).

 A proteção perimetral remonta aos primórdios da raça humana, quando o homem primitivo desenvolveu o senso de propriedade e sentiu a necessidade de proteger o que era seu. Acredita-se que na contra mão do ideário popular, as cercas surgiram para a contenção de animais que começavam a ser domesticados e também serviam de alimento; e para proteger o alimento (plantações) de animais silvestres e não para proteção da propriedade em si.

(Rudimentarmente eram feitas com simples pedaços de madeira coletados na natureza e fincados ao solo)

Com o passar do tempo foram também utilizadas pedras empilhadas e surgiram os fossos ou valas ao redor do que se queria proteger ou limitar o espaço. Sem dúvida alguma, o maior dispositivo de proteção perimetral que existe ou já existiu, é a própria Grande Muralha da China(8.850 quilômetros) que começou a ser construída em 215 a.C. a fim de proteger a região contra ataques de inimigos.

Basicamente, a diferença entre cerca e muro, é que enquanto este último impede a visão através do mesmo, a primeira permite.

 Então, quais seriam os principais tipos de proteção perimetral ?

  • Cercas de madeira ou troncos      
  • Fossas ou valas
  • Cercas de pedras
  • Cercas vivas
  • Muros físicos (concreto/alvenaria)
  • Cercas de barras de metal (grades)
  • Cercas de arame liso ou farpado
  • Cercas de “telas de alambrado”
  • Cercas elétricas
  • Telas cortantes
  • Concertinas
  • Barreiras de IVA (Infravermelho ativo)
  • Cercas virtuais

Curiosidade:

Enquanto a invenção do “arame farpado” é atribuída ao norte americano John Warne Gates, em San Antonio, no Estado do Texas por volta de 1876, entre 1844 e 1845 as primeiras máquinas de fabricação de telas torcidas (chain link fence) foram inventadas pela empresa Barnard, Bishop &Barnard na cidade de Norwich,Inglaterra.

Com as tecnologias atuais é possível “sensorizar” todos os tipos de proteção perimetral e integrá-las aos sistemas de alarmes de intrusão. O grande CORINGA para sensoriamento de perímetros é o bom e discreto SENSOR de IVA (Infravermelho Ativo). O IVA funciona sempre em pares, de um lado temos o emissor de feixes de luz infravermelho (não visível pelo olho humano), e do outro o receptor, formando uma ou mais linhas invisíveis entre eles. Quando um ou mais feixes de infravermelho são interrompidos, é gerado um pulso que pode disparar um alarme, direcionar um speedome, iniciar a gravação de uma câmera de segurança ou até mesmo interromper o funcionamento de alguma máquina (evitar que a porta de um elevador se feche por exemplo). Em aplicações de segurança perimetral contra intrusão, para que não ocorram falsos disparos normalmente esses sensores são programados para só emitirem seu pulso quando mais de um feixe são interrompidos simultaneamente. Além do sensoriamento, os IVAs também servem para elevar virtualmente a altura de muros, cercas e alambrados. Os sensores de infravermelho ativos são encontrados no mercado em uma vasta gama de modelos, desde os mono feixe, normalmente utilizados como sensor anti-esmagamento em portões de acesso de veículos, passando pelos de  quatro feixes que são os mais comumentes utilizados em segurança eletrônica para proteção de perímetro quando integrados à um sistema de alarme, e até de mais de 150 feixes cuja aplicação principal é como barreira anti-esmagamento em elevadores e no entorno de máquinas que oferecem risco quando em operação.


CERCAS VIRTUAIS

As chamadas cercas virtuais são compostas por sensores que possuem vários feixes de infravermelho ativos (IVA) cujos posicionamentos tornam impossível sua transposição sem provocar disparo. Podem ser controladas por softwares que gerenciam os status de todos os feixes simultaneamente, aumentando assim sua precisão e confiabilidade em relação ao ponto exato onde está está ocorrendo a intrusão.

 

CERCAS ELÉTRICAS

Por ser uma solução de proteção perimetral que pode ser implantada a um custo relativamente baixo, costuma ser amplamente empregada na proteção de residências e áreas com muros ou alambrados de longa extensão. Inventada por William Bill Gallagher Sr. na Nova Zelândia em 1936/37.

As cercas elétricas convencionais hoje são feitas de hastes de alumínio onde normalmente encontramos fixados 4, 6 ou 8 isoladores de polipropileno (inicialmente eram feitos de porcelana) entre os quais é esticado um fio de aço inoxidável, preferencialmente de pouca espessura, para possibilitar a quebra e evitar acidentes fatais, pelo qual passa uma corrente elétrica pulsativa que pode variar de 8 a 12.000 VOLTs, porém com baixíssima amperagem. 

As cercas elétricas exigem baixa manutenção e podem gerar alertas de intrusão com a simples conexão de uma sirene à mesma ou conectadas a uma central de alarme de maneira a permitir seu monitoramento remoto por uma empresa de monitoramento ou até mesmo pelo usuário final através de APPs disponibilizados pela maior parte dos fabricantes de alarme. 

CERCAS ELÉTRICAS “INDUSTRIAIS”

Diferente das convencionais principalmente por possuírem hastes mais extensas e reforçadas e fios mais grossos, normalmente são implantadas como uma segunda barreira de proteção na parte interna do perímetro a ser protegido, porém não variando muito em relação a intensidade do choque pulsativo. 

TELAS DE ALAMBRADO

Cercas de “telas de alambrado”, além de servirem em sua função precípua de barreira física, hoje existem dispositivos como cabos sensores microfônicos e cabos sensores de fibra óptica que permitem seu sensoriamento com boa precisão, mas requerem profissionais bastante qualificados para sua instalação e calibragem além de serem relativamente suscetíveis à disparos falsos sob condições meteorológicas severas.

CONCERTINA

É um tipo de proteção perimetral de barreira física constituído por um arame, de aço inox ou galvanizado, espirado que possui lâminas pontiagudas e perfurocortantes. Sua origem vem dos militares que a utilizavam como barreiras para impedir que soldados de infantaria invadissem determinado perímetro. Apesar de sua atuação ser basicamente de um ofendículo passivo, com a evolução das técnicas da marginalidade que as cobrem com papelão grosso ou cobertores para transpô-las, as concertinas que exigem praticamente nenhuma manutenção, para maior eficácia hoje estão sendo instaladas em conjunto com dispositivos que detectam variação de pressão sobre a mesmas e geram disparos de alarmes. Alguns instaladores inclusive chegam a eletrifica-las, recurso esse que particularmente não recomendamos pelo risco de acidentes fatais que a eletrificação das mesmas podem gerar.

TELA CORTANTE

Também chamada de rede laminada, é uma espécie de alambrado produzida com o mesmo fio da concertina com arame de alta tensão de ruptura envolto com lâminas de aço perfurante e cortante. Nosso entendimento é que em áreas urbanas, o ideal é que a mesma seja empregada como uma segunda barreira de proteção na parte interna do perímetro a ser protegido, resguardando assim o proprietário de qualquer eventual processo de responsabilidade civil em caso de acidente.

 


Agora que você já sabe um pouco sobre proteção perimetral e alguns de seus tipos e funcionamento, qual você acha que se adequaria melhor em seu estabelecimento?